Contando DinheiroO capitalismo classifica a sociedade em classes sociais. Basicamente, têm-se os proprietários, a classe dominante e os proletários, a classe dominada. Porém, com o desenvolvimento desse modelo político-sócio-econômico, e a modernização do mesmo, surgiu uma classe social que pode ser inserida tanto como proletária, quanto como proprietária: a classe média.

Ela surgiu com o desenvolvimento do capitalismo e se classifica por ter poder aquisitivo razoável, bem como um padrão de vida considerado bom. Um dos vários conceitos apresentados sobre a classe média foi o do parágrafo anterior: a classe média está entre a nobreza e os camponeses – isso, é claro, se tratando dos tempos antigos.

A classe média era chamada de nova burguesia. Começou tal tratamento após o estudioso Thomas Gisborne afirmar a existência de uma "middle class", que intermediava os nobres dos menos arrendados. Outra definição disparada para conceituar os novos burgueses é uma expressão notória na política: os colarinhos brancos.

Os colarinhos brancos eram caracterizados por trabalhar em troca de quantias financeiras; contudo, as condições de trabalho deles eram mais avantajadas, confortáveis e seguras. Diferenciavam-se dos colarinhos azuis: os camponeses. Para se colocar na posição de classe média, havia alguns requisitos como chegar ao nível superior, a chamada educação terciária. Ser qualificado em uma dessas profissões: médico, advogado, engenheiro, etc. As formações independem da renda. O ponto de vista dessa classe é em relação ao status.

Ter empregos em que houvesse estabilidade financeira e boas condições de trabalho. A identificação cultural, ou seja, a adaptação, melhor dizendo, cultural. Por exemplo, imigrantes devem se habituar aos novos meios sociais.

Na perspectiva do socialismo, o conceito de classe média também existe, mas de forma diferente. Assim como o capitalista possui seu capital, o trabalhador tem suas habilidades técnicas para desenvolver o seu trabalho e precisa de um emprego para receber seu salário e manter sua sobrevivência, a classe média é o grupo que mantém relação com os meios de produção.

Na época do feudalismo, em meados do século IV, os burgueses eram a classe média. A burguesia se tornou dominante apenas quando o capitalismo substituiu o sistema feudal. Karl Marx considera a classe média como parte da classe trabalhadora.

Por aí, têm-se várias definições acerca da classe média. Pela óptica econômica, eles se localizam entre os ricos e os pobres. A classe C, do Brasil, é considerada a classe média. Ou seja, eles têm direitos de veículo próprio, com as facilidades de compra, moradia, saúde e educação de qualidade, bem como lazer. Não é uma vida de luxo, mas se aproxima e promove o bem-estar.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o nível financeiro de classificação das camadas sociais é mais elevado que no Brasil. Lá, as famílias de classe média possuem a renda mensal entre R$ 3.400 a R$ 10.400. A China conta com muito trabalho manual e a mão de obra é barata. As pessoas que não necessitam desenvolver serviços desse tipo, são consideradas de classe média. A moeda local é o Yuan.